Colonoscopia: Como é feita, qual a preparação para o exame e o que esperar do procedimento?

A colonoscopia é como se fosse uma endoscopia, mas do intestino grosso. No procedimento, uma câmera rastreia a presença de pólipos e os retira, prevenindo o câncer de intestino.

O preparo envolve o uso de laxantes potentes e uma dieta restrita, pois é necessária a limpeza do intestino. O exame acontece com o paciente sedado, a fim de que ele não veja nada e só acorde quando o processo terminar.

Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia é como se fosse uma endoscopia, só que por baixo, pelo ânus, com o objetivo de avaliar o intestino grosso (também chamado de cólon). O exame em si é tranquilo: o paciente recebe uma sedação na veia e não vê ou sente nada, já que dorme durante o exame e acorda assim que ele termina. 

O que normalmente causa incômodo é o preparo, que envolve o uso de laxantes potentes e uma dieta bem restrita, para poder esvaziar as fezes do intestino e a câmera poder enxergá-lo.

Qual a vantagem de fazer a colonoscopia?

A colonoscopia serve para prevenir o câncer de intestino. Este é o segundo tipo de câncer mais comum, tanto em homens quanto em mulheres, apesar de ser altamente prevenível.

Ele surge a partir de pólipos, que são pequenos crescimentos na mucosa do intestino, que levam geralmente de 10 a 15 anos para crescer. Começam de baixo grau e podem evoluir para moderado e alto grau, antes de virar um câncer.

Por isso, é vantajoso realizar a colonoscopia, já que ela detecta e remove os pólipos nesse meio tempo, antes de evoluir para algo mais grave.

Com que idade fazer a colonoscopia?

Em média, vive mais quem faz esse exame a partir dos 45 anos, uma idade em que já começa a ser mais comum a presença dos pólipos. 

Devendo ser repetido conforme os achados da última colonoscopia. Caso nenhum pólipo seja identificado, através de um exame completo e com bom preparo, é possível ficar até 10 anos sem ter de repetir o procedimento.

Pessoas que tem alguém na família com história de câncer devem fazer este exame a partir dos 40 anos de idade ou 10 anos antes da idade em que essa pessoa descobriu a doença, o que vier primeiro.

Como é o preparo do exame?

O preparo, em geral, é o ponto de reclamação de algumas pessoas, pois é necessário tomar bastante laxantes, o que gera muitas idas ao banheiro, além de ter uma dieta bem restrita. 

No entanto, o nível de desconforto causado varia para cada pessoa, sendo bem importante tomar bastante líquidos, a fim de evitar a desidratação. Tudo isso é necessário para esvaziar todas as fezes do intestino grosso e a câmera conseguir ver bem a mucosa. 

Com o cólon limpo isso dá uma segurança valiosa para o exame, podendo ficar até 10 anos sem repetir o exame caso venha sem pólipos, conforme mencionado anteriormente.

Quanto aos laxantes, os mais utilizados são o Picoprep e o Manitol. Sendo o segundo mais difícil de encontrar nas farmácias atualmente. Podem ser associados remédios para náuseas como a Ondansetrona, ou remédios para os gases, como a Simeticona.

A alimentação, por sua vez, baseia-se na dieta sem resíduos, envolvendo líquidos como água, Gatorade, chás, e alimentos sem resíduos, como bolacha de água e sal, sem recheio.

Como se preparar para o exame?

O que esperar do procedimento?

O dia do exame costuma ser o dia de tomar os laxantes mais potentes, por isso é esperado um grande número de evacuações. 

Depois de algumas horas elas cessam e as fezes costumam ficar apenas líquidas amareladas. Além disso, é necessário jejum de 8 horas para alimentos e em média 4 horas para líquidos, mas isso estará bem claro no preparo da clínica onde for realizar o procedimento. 

O exame em si costuma ser tranquilo. Após a sedação, o paciente dorme e não vê nada, acordando assim que termina. A colonoscopia só é realizada com acompanhante, pois após a sedação a pessoa pode sentir-se sonolenta e às vezes até tonta, não devendo ir para casa sozinha, muito menos dirigir.

Depois do exame, a dieta é liberada, mas deve evitar exageros. Procurar comer alimentos leves ajuda a evitar desconforto abdominal. No dia seguinte, pode retornar a todas as suas atividades normais, incluindo esforços físicos.

A chance de complicações é rara, mas existe. Ela é maior quando são feitos outros procedimentos, como retiradas de pólipos ou lesões maiores, o que inclui sangramento, dor abdominal, ou até mesmo a complicação mais temida: a perfuração intestinal. 

A perfuração é uma situação extremamente rara, ocorrendo em cerca de 1 a cada 1.000 exames, em média, especialmente em exames com procedimentos invasivos associados. 

Ainda assim, levando em conta o risco versus o benefício de fazer a colonoscopia, o fato de prevenir o câncer de intestino traz um benefício muito maior, já que este é um dos tipos de câncer mais comuns na população.

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